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CABEDELO: PREFEITO INTERINO É ACUSADO DE INVADIR CÂMARA MUNICIPAL NA TENTATIVA DE CONDUZIR SESSÃO DO DIA 1º DE JANEIRO

Em Cabedelo a política começa o ano de forma inesperada. O prefeito interino, Vitor Hugo Castelliano, é acusado por vereadores de invadir a Câmara Municipal da cidade com seus assessores na tentativa de conduzir os trabalhos legislativos do dia 1º de Janeiro.

Vale salientar que a presidenta da casa legislativa, Geusa Ribeiro, cumprindo Ordem Judicial, já havia convocado por três dias consecutivos todos os parlamentares em exercício na casa para a realizar eleição complementar da Mesa Diretora do biênio 2019-2020, em Sessão Extraordinária.

Em todas as convocações, os vereadores aliados do prefeito interino boicotaram a sessão, deixando as tentativas da eleição da mesa sem realização por falta de quórum regimental. No final da Sessão Extraordinária do dia 31 de Dezembro, a vereadora  Geusa Ribeiro marcou para hoje, 1º de Janeiro, às 14h, nova convocação dos parlamentares para eleição complementar da Mesa.

ENTENDA O CASO

No dia 08 de Março de 2018, a Câmara Municipal realizou eleição para compor a nova mesa diretora para o biênio 2019-2020 e na ocasião foram eleitos Jacqueline Viana de França (Presidente), Lúcio José do Nascimento (1º Vice-Presidente), Vitor Hugo Castelliano (2º Vice-Presidente), Antônio do Vale (1º Secretário) e Tércio Dornelas (2º Secretário).

Com a deflagração da operação Xeque-Mate, 4 dos eleitos da mesa, através de investigações da Polícia Federal, foram afastados e presos e o único que ficou de fora foi o atual interino. Porém, com a impossibilidade de posse dos demais afastados há necessidade de composição dos cargos da mesa que estão vazios e na tentativa de preencher estes cargos, as Sessões Extraordinárias marcadas exclusivamente para esta ação foram boicotadas pelos aliados de Vitor Hugo.

SESSÕES BOICOTADAS

O boicote às sessões na casa começou desde a votação da Lei Orçamentária Anual – LOA, para a qual o regimento interno enfatiza que os trabalhos legislativos do ano encerram-se quando a mesma é votada e divulgada para a população de que forma o dinheiro público será investido no ano seguinte. Porém, como a LOA não foi votada e aprovada, a Câmara de Cabedelo ainda não fechou o ano legislativo de 2018 e deixou a população da cidade sem saber como o seu dinheiro será conduzido em 2019 para o desenvolvimento da cidade.

Agora, resta saber como vai ficar a situação em Cabedelo, mas de uma coisa é certa: o povo merece respeito e parlamentares mais comprometidos com as necessidades da população.  

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